XXVI
"A única coisa de que me arrependo nessa vida é de não ser outra pessoa." (Woody Allen)
desde criança...
Fui realmente interessante quando tinha meus meses de nascença, revirava os olhos em graus intermitentes procurando algo novo, algo que não se via de dentro da placenta, algo que não se via do meu lar. Depois de anos em observação, ainda com o circular das orbitas e o ensejo enlouquecido de antigamente, cheguei a conclusão de que por mais que se veja tudo nada se entende até que se envolva, em outra vertente, nada é igual para todos e nem sempre o verde meu é o verde teu, a ponto de feliz ser o céu, o mundo revolta e ainda ilumina seja quem for.
Juntei as palmas e clamei ao Pai para que nunca saisse da terra e vi as pessoas matando umas as outras e aos oito ou nove anos, não me recordo ao certo, me perguntei se os que se vão não sabiam rezar e pedir o mesmo que eu pedi, ou Deus elegeu alguns homens e deu aos mesmos o poder de finalizar sonhos e vontades, de viver interropendo a evolução dos menos valentes e dos que dão mais valor a vida sem riscos desnecessários, eu chorei aos que se foram e me preparo se o acaso levar alguém pelo qual tenho infindo apreço.
Jurei no final de meu primeiro encontro que jamais morreria de amor, que eu acordaria todo dia santo gostando ainda mais de mim do que o próximo seja ele quem for, seja qual for o último beijo, seja quem for a última a tocar suas mãos na minha, jurei antes de tentar entender, antes de perceber que a morte não se define no término de um corpo e sim, que existem inúmeros finados e desde aquele dia eu não parei mais de sofrer ante as desiluções e aventuras terminativas dos relacionamentos, invenção mal feita àqueles que desembocam no desapego sua melhor característica.
Como as plantas e guiando a fotossíntese como se fosse cada passo dado envolto de um desenvolvimento contínuo, vi o tempo passar, vi os amigos sorrindo e caindo, os ombros partidos e calejados dos choros que criei, vi os cabelos sumindo as sinais de idade surgindo e algumas pessoas abrindo e fechando Templos e Igrejas, acreditando em seus Salvadores e abdicando um passado infortúnio com a promessa de um futuro deslumbrante, vi o trabalho cansativo das cegonhas, da última e da sétima missa de adeus e continuo acreditando que a fé assusta as impossibilidades e que as pessoas precisarão aprender a orar o mais rápido possível, não pelo fim, mas pelo menos chegar ao meio do caminho.
Sim, eu teho alguns cabelos brancos e não sei ainda porque cresceram tão rápido e desordenadamente, conheço o provérbio chinês sobre a árvore, os filhos e o livro e não vejo dificuldade em nenhum dos três, árvores eu planto, filhos ainda vou tê-los e livros são escritos e não objetos de milagres, com um papel e um lápis desenho oportunidades e há quem diga ter desprazeres na vida, convenhamos, somos o que não imaginamos e podemos tudo aquilo que nos parece dificil, quem não acredita no impossível jamais será digno de viver na eternidade, não use o espelho para se notar, ele só te mostra o que o corpo tem de melhorar, quando o mais incrível está onde não podemos ver.
E quando eu tiver ainda mais grisalhos na cuca, com uma floresta, alguns herdeiros e "best-sellers" publicados vou poder olhar para trás e dizer que tudo valeu a pena, não só da boca pra fora, que rezei pelas vidas das pessoas que eu nem conheço e isso me fez maior, que sofri por cada perda amorosa e que foi necessário, que precisamor passar pela falta de carinho, sempre daremos valor ao que nos é retirado e com isso juntaremos esforços para que ao próximo anjo que nos for oferecido seja dado o nosso máximo, o nosso melhor.
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Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.
We were out on a date in my daddy's car,
We hadn't driven very far.
There in the road straight ahead,
A car was stalled, the engine was dead.
I couldn't stop, so I swerved to the right,
I'll never forget the sound that night.
The screaming tires, the busting glass,
The painful scream that I heard last.
Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.
When I woke up, the rain was pouring down,
There were people standing all around.
Something warm flowing through my eyes,
But somehow I found my baby that night.
I lifted her head, she looked at me and said;
"Hold me darling just a little while."
I held her close I kissed her - our last kiss,
I found the love that I knew I had missed.
Well now she's gone even though I hold her tight,
I lost my love, my life that night.
Oh where, oh where, can my baby be?
The Lord took her away from me.
She's gone to heaven so I've got to be good,
So I can see my baby when I leave this world.
(Last Kiss por Wayne Cochran)
(tradução em http://letras.terra.com.br/pearl-jam/30320/ )
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O incrível de todo o ser humano é que ele se torna sábio quando a morte se aproxima, que a idade é a solução para os problemas e que suas facetas são calculadas e obrigatoriamente toleradas e seguidas e é neste bom e simpático velhinho que pretendo me tornar, depois de trilhar o caminho que nos foi dado, a vida não é um ciclo propriamente dito, na terra vivemos em linha reta, por fases e por destinos e espero que a partir de hoje o respeito seja maior que o desfrute, que se viva mais e se morra menos, em todos os sentidos.
No mais, e sempre desse jeito, um tanto de paz para quem precisa, e o meu sincero agradecimento para quem acredita em mim.

Um comentário:
nossa,me senti como se vc pudesse ler a minha mente!
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